João Maria — Lisboa, Portugal

Estou sentado a uma mesa dentro da biblioteca do centro universitário em que fiz a faculdade de jornalismo. Escuto o ronronar distante do aparelho de ar condicionado, perco-me num labirinto de pensamentos que aos poucos tomam forma e me levam a conclusões sentimentais. Este ano Portugal já me dera um bocado de presentes. O maior desses regalos foi, sem dúvida, ter conhecido pessoas como o João Maria — poeta lisboeta cuja poesia faz-nos recordar d’aquele velho adágio: não se é poeta quando se quer e porque se quer, é-se poeta quando se merece a estranha visita do sonho-criador. Há poucos dias o Johnny dedicara um belíssimo relato autobiográfico a este tropical que vos escreve. Gostava de compartilhá-lo convosco, à laia de vaidade.

— P. R. Cunha


Quem me trata p’lo meu nome saberá que o meu forte não é a prosa. O meu pensamento é poético, versado, quase que se divide sozinho dentro de mim. A meio de ler a obra de Paulo Cunha, alguém que guardo como um fabuloso amigo, deparei-me muitas vezes com memórias de tons existencialistas e decididos. […]

Continua em Queda do dia em texto (para P. R. Cunha) — CALIATH