O universo numa xícara de café

Depois de me ter prometido umas férias e prontamente rasgar o contrato da bonança — ou seja: não descansar coisa nenhuma —, eis que me vejo sentadinho, todas as manhãs (por volta das 8h), com a cara no bloquinho de anotações, como se diz, a escrever sobre o que me desse na telha etc.

Pesquisava artigos no sítio web da Scientific American e deparei-me novamente com os nomes dos astrônomos Karl Glazebrook e Ivan Baldry, que no início deste século determinaram a cor média do universo. Parece que se você misturar a luz das galáxias chegará a uma espécie de bege embranquecido; ao passo que o gosto dos astrofísicos pela cafeína (principalmente de um senhor chamado Peter Drum) levara a dupla Glezebrook-Baldry a designar essa coloração de Cosmic Latte. Sempre quando bebo o café com leite penso que dentro da minha caneca existe um microcosmo do infinito. Esse tipo de fantasia cromática me revigora imenso.

[LIVROS]

Alguns livros
lemos & relemos
são para a vida toda
outros preferimos esquecer
na poltrona de um autocarro.

— P. R. Cunha