Ящик (Yashchik [box/caixa])

PORTUGUÊS

Apresento-lhes Ящик (Yashchik):

Voz, guitarra, sintetizadores / P. R. Cunha
Baixo / Vasily Vasilievich
Sintetizadores / Rafael Mnstr
Bateria / Kalogeropoulos Iraklis

Sítio web: www.yashchik.bandcamp.com

Gênero: sovietwave, post-punk, synth-pop, krautrock

Descrição: às vezes, um auditório vazio soa como um túmulo vazio.

ENGLISH

Ladies and gentlemen, Ящик (Yashchik):

Vocal, guitar, synths / P. R. Cunha
Bass / Vasily Vasilievich
Synths / Rafael Mnstr
Drums / Kalogeropoulos Iraklis

Website: www.yashchik.bandcamp.com

Genre: sovietwave, post-punk, synth-pop, krautrock

Description: sometimes an empty auditorium sounds like an empty grave.


РУССКИЙ

Я представляю вам группу Ящик:

Вокалист, электрогитара, синтезаторы / П. Р. Кунья
Бас / Василий Васильевич
Синтезаторы / Рафаэль Мнстр
Барабаны / Калогеропулос Ираклис

Интернет сайт: www.yashchik.bandcamp.com

Музыкальный жанр: совет-вейв, пост-панк, синти-поп, краутрок

Описание: иногда пустая аудитория звучит как пустая могила.


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Retrospectiva

It’s cold I’m afraid
It’s been like this for a day
The water is rising and slowly we’re dying
We won’t see a light again.
—  The Kursk

Segundo a machine-deep-learning-Spotify, Drinking songs do Matt Elliott foi o álbum que mais escutei durante os meses do já nostálgico 2019. Um pouco como entrar numa bebedeira sem a necessidade do bilhete etílico (mas tudo bem se estiveres acompanhado de um copinho ou outro). Os arranjos te levam ao longe, ao pub esquecido em falésia irlandesa, com o Atlântico a perder-se no horizonte anuviado. E depois tu voltas, um outro alguém. A mim me parece que é bem esta a função da arte, qualquer arte. Entornar, quebrar garrafas invisíveis, salvar-se do submarino à deriva. Voltar um outro alguém.

— P. R. Cunha

Abrir janelas de um passado que nem é tão remoto assim

[…] E na passagem de som tocamos Abre a janela do cantor e compositor Beto Só, uma das canções que marcaram a minha juventude — principalmente na época em que eu tocava bateria na banda Disco Alto. 

Numa altura dos anos 2000, o Beto fez um concerto magnífico no antigo Gate’s Pub (hoje [vê lá como são as coisas] é uma loja que vende croissants com toda a sorte de recheios [sendo que o de estrogonofe pareceu-me um dos mais exóticos]), ele tocara Abre a janela acompanhado de um violoncelista e de repente vi-me com as lágrimas nos olhos porque aquilo era sem dúvida uma das coisas mais bonitas que eu já escutara. 

Esta é a nossa releitura da música do Beto, a que chamamos carinhosamente de Abre a janela (Botta Church Version [Beto Só cover]). A qualidade deixa um bocadinho a desejar, porque reverberações eclesiásticas captadas por um gravador distante, mas a homenagem a um dos artistas mais talentosos de Brasília é honesta e em alta definição.

— P. R. Cunha

Nova canção // refúgios musicais &tc.

Depois de escrever uma cena importante para o meu próximo livro, depois de anotar verdades inconvenientes, com a cabeça arejada, e aquela doce atenção — discreta — para com o mais pequeno dos pormenores: sóbrio, firme, longe de ostentações, como se diz, depois de ter aprendido como aceitar os agrados dos amigos sem perder o respeito próprio, sem parecer ingrato, com dignidade e possuidor dos melhores sentimentos, refugiei-me ao bem-afamado Estúdio da Cris, com guitarra(s) / spin cycle / cascade / crunch ping pong delay / royal rock / sitar / baterias Four on the Floor (tipo retrô) / microfone unidirecional (smooth vocal, empty church, cellar, phone filter etc.) e gravei esta canção chamada I’m not crazy but I can pretend que faz parte de um projeto a solo cujo desfecho ainda é-me um total mistério. 

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— P. R. Cunha