A árvore

Há mais ou menos trinta e quatro anos, as mãos pouco habilidosas do fazendeiro trouxeram cá sementes. Ele abriu uns buracos na terra e colocou as sementes dentro dos buracos. Muitas não deram conta, outras sobreviveram. Eu faço parte do grupo das sementes que sobreviveram. Sou, portanto, uma árvore. De início, o fazendeiro trazia a filha para me visitar. Ele colocava a filha no colo e dizia: vê lá, Susan, quando tu cresceres esta árvore será a tua sombra. Mas isso foi por pouco tempo. As visitas cessaram depois que Susan sofreu aquele terrível acidente de trator.

— P. R. Cunha

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