Abrir janelas de um passado que nem é tão remoto assim

[…] E na passagem de som tocamos Abre a janela do cantor e compositor Beto Só, uma das canções que marcaram a minha juventude — principalmente na época em que eu tocava bateria na banda Disco Alto. 

Numa altura dos anos 2000, o Beto fez um concerto magnífico no antigo Gate’s Pub (hoje [vê lá como são as coisas] é uma loja que vende croissants com toda a sorte de recheios [sendo que o de estrogonofe pareceu-me um dos mais exóticos]), ele tocara Abre a janela acompanhado de um violoncelista e de repente vi-me com as lágrimas nos olhos porque aquilo era sem dúvida uma das coisas mais bonitas que eu já escutara. 

Esta é a nossa releitura da música do Beto, a que chamamos carinhosamente de Abre a janela (Botta Church Version [Beto Só cover]). A qualidade deixa um bocadinho a desejar, porque reverberações eclesiásticas captadas por um gravador distante, mas a homenagem a um dos artistas mais talentosos de Brasília é honesta e em alta definição.

— P. R. Cunha

6 thoughts on “Abrir janelas de um passado que nem é tão remoto assim

        1. Miau,

          Falo da captação de áudio. A música que publiquei é apenas uma singela homenagem (ao vivo, durante passagem de som) ao Humberto Rezende, o Beto Só.

          Somos dois seres humanos diferentes, isto é certinho.

          Haha!

          Bom sábado para si,

          P.

          Gostar

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