9 thoughts on “O diabo é semiólogo e se interessa um bocado por ortografia portuguesa (o estranho caso do Portuguese Language Orthographic Agreement of 1990)

    1. O senhor Nuno Pacheco (vide publico.pt) andou a publicar cóleras a respeito do AO90 — «porque irreversível, neste mundo», ele disse, «só mesmo a morte».

      Tretas…

      1. Sim, ele e outros(as). 😊
        Da parte dos outros países de língua lusófona não sinto protestos semelhantes.

        P.S.: não consigo curtir suas respostas. Carrego, carrego no botão e nada. Eu leio-as. Rsrs

        1. Acho a discussão válida desde que ela faça o gigantesco transatlântico linguístico sair do mesmo sítio de sempre. Não parece haver consenso — nem entre aqueles que são contra o AO, nem entre aqueles que apoiam o AO. Enquanto isso, ignoram o fato/facto/elefante na sala de a nossa querida língua portuguesa estar a beijar a lona depois de tantos ganchos e cruzados das abreviações, dos estrangeirismos, das corruptelas diversas, kza, vc, qro, pq, vms, tbm, bjs e que tais relacionados.

          A respeito das curtidas, são apenas cortesias tácitas.

          Abraços e bom fim-de-semana!,

          P.

  1. A grande idiotice do acordo nem é a imposição de novas graphias ou o corte com as pistas etimológicas (como o sempre citado exemplo de “epilético” vs”epilePsia”).
    A grande idiotice do AO, é dizer que certas palavra se podem escrever como nós quisermos, que tanto “actor” como “ator” é correcto, dependendo da forma como cada um pronuncia a palavra. Isto, quando a ortografia é, por definição, a uniformização da escrita, só me soa a uma regressão aos textos medievais, em que tudu éra excritu confórm suava, purq num sabião melhor.

    1. Concordo imenso consigo, Marta.

      Um acordo que se pretende unificador e permite lá tantas exceções/excepções é de dar voltas à cabeça.

      Difícil de ignorar, independentemente de acordo-bom-e-ou-acordo-ruim, a forma como a língua portuguesa tem sido mutilada em mensageiros tipo WhatsApp, blogues etc. Pelos vistos, está cada vez mais complicado falar em uniformização da escrita — é cada qual a praticar o próprio idioleto.

      Entende-se quem puder.

      Abraços para si,

      P.

      1. Sim, e esta velocidade toda de comunicação mudou tudo. Temos o corrector automático do smartphone, já não precisamos de saber escrever :/

        Abraços!

        M.

  2. Interesante. Es verdad que el español está invadido de anglicismos de tal manera que muchos de ellos ya han sido aceptados y añadidos al diccionario de la Real Academia de España. Y mientras tanto van cayendo en desuso muchísimas palabras, lo que está empobreciendo el lenguaje común, el que hablamos todos los días.
    Los mensajes han hecho muchísimo daño a la lengua, como dices, al final olvidaremos lo que es escribir…
    Un abrazo.

    1. Sí, es una situación melancólica, amiga mía.

      ¿Qué se puede hacer?

      Bueno… Vamos aprovechar: mientras todavía recordamos, mientras todavía podemos escribir.

      El futuro pertenece a nadie.

      ¡Abrazos!,

      P.

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