Robô

Para o amigo olivarui

O robô não sente dor
não faz greve
não se rebela
não precisa do horário de almoço
não engravida
não sofre acidente de trabalho
não exige indenização
não tem problema cardíaco
não bebe demasiadamente
não escreve poesia
não sangra
não chora
não mente
não sente —
o robô há muito
já nos roubou.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Escritor, fotógrafo & músico. Mora em Brasília e pretende ter em breve um cão chamado Sebald. Ganhou o concurso literário Cidade de Belo Horizonte de 2012, com o livro «Quando termina», escrito em coautoria com Paulo Paniago. Atualmente, dedica-se ao manuscrito de «O tumulto das nuvens» e aguarda a publicação portuguesa de «Paraquedas – um ensaio filosófico» — obra vencedora do Prémio Aldónio Gomes (Universidade de Aveiro).

7 opiniões sobre “Robô”

    1. AV,

      Muitíssimo obrigado pela sugestão de leitura — adicionei o sítio web aos meus favoritos.

      «A máquina é mais barata do que o Homem para executar as mesmas tarefas. As pessoas vão viver num limiar de sobrevivência.»

      Concordo imenso com o Luís Moniz Pereira.

      A Revolução Industrial eliminou e criou muitas formas de emprego; mas acho que com as máquinas o dilúvio será irreversível.

      Aguardemos…

      Liked by 1 person

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