O universo numa xícara de café

Depois de me ter prometido umas férias e prontamente rasgar o contrato da bonança — ou seja: não descansar coisa nenhuma —, eis que me vejo sentadinho, todas as manhãs (por volta das 8h), com a cara no bloquinho de anotações, como se diz, a escrever sobre o que me desse na telha etc.

Pesquisava artigos no sítio web da Scientific American e deparei-me novamente com os nomes dos astrônomos Karl Glazebrook e Ivan Baldry, que no início deste século determinaram a cor média do universo. Parece que se você misturar a luz das galáxias chegará a uma espécie de bege embranquecido; ao passo que o gosto dos astrofísicos pela cafeína (principalmente de um senhor chamado Peter Drum) levara a dupla Glezebrook-Baldry a designar essa coloração de Cosmic Latte. Sempre quando bebo o café com leite penso que dentro da minha caneca existe um microcosmo do infinito. Esse tipo de fantasia cromática me revigora imenso.

[LIVROS]

Alguns livros
lemos & relemos
são para a vida toda
outros preferimos esquecer
na poltrona de um autocarro.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Mora em Brasília, Distrito Federal. Em 2009, estudou russo na cidade de São Petersburgo, cujas avenidas lhe serviram de cenários para os primeiros contos. Depois de terminar o curso de jornalismo, resolveu dedicar-se integralmente à fazenda literária. Além de romancista, é poeta, dramaturgo, fotógrafo e músico.

4 opiniões sobre “O universo numa xícara de café”

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