O universo numa xícara de café

Depois de me ter prometido umas férias e prontamente rasgar o contrato da bonança — ou seja: não descansar coisa nenhuma —, eis que me vejo sentadinho, todas as manhãs (por volta das 8h), com a cara no bloquinho de anotações, como se diz, a escrever sobre o que me desse na telha etc.

Pesquisava artigos no sítio web da Scientific American e deparei-me novamente com os nomes dos astrônomos Karl Glazebrook e Ivan Baldry, que no início deste século determinaram a cor média do universo. Parece que se você misturar a luz das galáxias chegará a uma espécie de bege embranquecido; ao passo que o gosto dos astrofísicos pela cafeína (principalmente de um senhor chamado Peter Drum) levara a dupla Glezebrook-Baldry a designar essa coloração de Cosmic Latte. Sempre quando bebo o café com leite penso que dentro da minha caneca existe um microcosmo do infinito. Esse tipo de fantasia cromática me revigora imenso.

[LIVROS]

Alguns livros
lemos & relemos
são para a vida toda
outros preferimos esquecer
na poltrona de um autocarro.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Escritor, fotógrafo & músico. Mora em Brasília e pretende ter em breve um cão chamado Sebald. Ganhou o concurso literário Cidade de Belo Horizonte de 2012, com o livro «Quando termina», escrito em coautoria com Paulo Paniago. Atualmente, dedica-se ao manuscrito de «O tumulto das nuvens» e aguarda a publicação portuguesa de «Paraquedas – um ensaio filosófico» — obra vencedora do Prémio Aldónio Gomes (Universidade de Aveiro).

4 opiniões sobre “O universo numa xícara de café”

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