Dejeto humano

Em miúdo eu tive uma severa infecção alimentar — quase morri. Fiquei horas-e-horas em cima do troninho, como se diz. E sempre quando vejo alguém idolatrando outros seres humanos de forma cega, fanática e estúpida lembro-me dessa fatídica caganeira infantil. Como se Montaigne estivesse a sussurrar aos meus ouvidos: mesmo no mais alto trono do mundo, estamos ainda sentados sobre o nosso rabo. Noutros termos (e peço desculpa pelo linguajar indecoroso): os reis e os filósofos cagam; e os políticos também.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Mora em Brasília, Distrito Federal. Em 2009, estudou russo na cidade de São Petersburgo, cujas avenidas lhe serviram de cenários para os primeiros contos. Depois de terminar o curso de jornalismo, resolveu dedicar-se integralmente à fazenda literária. Além de romancista, é poeta, dramaturgo, fotógrafo e músico.

4 opiniões sobre “Dejeto humano”

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