O que a ansiedade do P. R.-civil ensinou ao P. R.-escrevinhador

» Estipule metas realistas;
» Chávena de café;
» Mantenha o traseiro sobre a cadeira;
» Não espere por nenhuma inspiração metafísica;
» Chávena de café;
» Escreva sempre, mesmo quando aborrecido;
» Não comece as atividades do dia seguinte antes de terminar as atividades de hoje;
» Chávena de café;
» Tenha sempre uma boa noite de sono entre todas essas coisas.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Escritor, fotógrafo & músico. Mora em Brasília e pretende ter em breve um cão chamado Sebald. Ganhou o concurso literário Cidade de Belo Horizonte de 2012, com o livro «Quando termina», escrito em coautoria com Paulo Paniago. Atualmente, dedica-se ao manuscrito de «O tumulto das nuvens» e aguarda a publicação portuguesa de «Paraquedas – um ensaio filosófico» — obra vencedora do Prémio Aldónio Gomes (Universidade de Aveiro).

18 opiniões sobre “O que a ansiedade do P. R.-civil ensinou ao P. R.-escrevinhador”

  1. Eu faço listas pra poder riscar ao menos duas metas. Fico feliz com três. Tenho tomado café aos montes de dia e apelado pro sem cafeína à noite. Desisti de boas noites de sono. Não, não desisti. Mas tenho cuidado da alimentação. Às vezes me desligo de redes sociais e fico com a escrita e a pintura. Às vezes fico apenas com o “ficar deitada olhando pra estante de livros”. Cozinho. Agora tb monto playlists no Spotify para dias difíceis. Por exemplo, fiz uma pra TPM ” meus versos ataques-histéricos: para cada TPM uma canção “( um trecho de Pessoa). Tem outras, até pra ansiedade , o user é vinil_imaginario

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    1. A moça com brinco de pérola faz bem em montar as listas: toma o café, sem cafeína à noite, olha para as estantes de livros, captura-os por osmose, ou para o céu — céu de Van Gogh —, céu amarelo, céu azul, céu da melancolia, céu da alegria, cria a playlist no Spotify (não possuo esse tipo de recurso, mas a dica é válida, sempre [ainda mais com um trechinho de Pessoa]), ameniza tensão, ameniza ansiedade, ameniza-se.

      Eu cá te envio abraços brasilienses e o outro par do brinco.

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  2. Chávena de café (amo e tomo aos litros), mas aumenta a ansiedade P.! Dormir é um artigo de luxo por aqui (porque há ansiedade, entendes?), mas sigo tentando bons sonhos com os Anjos do Senhor. Tenho feito meditação, yoga e escutado mantras (no spotify, como a moça do brinco de pérola) e faço mandalas de linha para organizar os pensamentos (Jung é um cara sabido…). Gostei das tuas dicas. Ansiedade é um mal moderno, como diria um outro escritor… Beijos e abraços e boa noite de sono.

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    1. Adorável Poetisa,

      Bem escreveste: chávena de café (amo e tomo aos litros), mas aumenta a ansiedade P.!

      …e capturaste o espírito da coisa. Porque, vê — a ansiedade do P. R.-civil não ensinara patavina ao P. R.-escrevinhador.

      Jogo de palavras etc.

      Abraços ansiosos.

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  3. Aí o mal da ansiedade… algo que enfrento diariamente, embora com mais calma. Já arranjei umas boas técnicas, nao soluções.
    De manhã apenas um café (expresso), senão vai-me tirar a capacidade de raciocinio.
    Como acordo bem cedo, caminhada, alivia o stress e penso na vida, chego a casa, dedico-me à escrita.
    Por vezes, nesta fase, carioca de café ou nada para evitar ser bombardeada de pensamentos.
    Alimentação cuidada.
    Quando me sinto mais ansiosa, música nos ouvidos, e saio à rua, encaro a playlist como uma questão de vida ou morte.
    Chego a casa vingo-me nas telas, por norma, acalma.
    Reservo tempo ainda para estudar algum assunto.
    Final do dia é fundamental que termine no sofá a ver uma serie desafiante e de seguida uma leitura, na tentativa de ter uma boa noite de sono.
    Duas dificuldades que passo diariamente: dificuldade de desligar do mundo e de deixar de pensar (especialmente quando pinto).

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    1. É-me deveras prazeroso quando um comentário ultrapassa em género/número/grau o que eu publicara despretensiosamente (e fico satisfeito que isso ocorra sempre, aliás). O dia da Irina — amiúde à beira da ansiedade — é um ótimo exemplo de batalhas mentais das quais por vezes saímos derrotados. Mas no dia seguinte, meio que recuperados, subimos de novo ao ringue, e lá combatemos até nos desligarmos do mundo (durante um instantinho, que seja).

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  4. Então o P.R.-civil não pode dizer ao P.R.-escrevinhador que, pelo menos uma das chávenas de café poderia ser substituída por uma tisana de ervas, bem mais natural e calmante para a ansiedade?
    Talvez o P,R.- escrevinhador não queira viver sem ansiedade…

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