João Maria — Lisboa, Portugal

Estou sentado a uma mesa dentro da biblioteca do centro universitário em que fiz a faculdade de jornalismo. Escuto o ronronar distante do aparelho de ar condicionado, perco-me num labirinto de pensamentos que aos poucos tomam forma e me levam a conclusões sentimentais. Este ano Portugal já me dera um bocado de presentes. O maior desses regalos foi, sem dúvida, ter conhecido pessoas como o João Maria — poeta lisboeta cuja poesia faz-nos recordar d’aquele velho adágio: não se é poeta quando se quer e porque se quer, é-se poeta quando se merece a estranha visita do sonho-criador. Há poucos dias o Johnny dedicara um belíssimo relato autobiográfico a este tropical que vos escreve. Gostava de compartilhá-lo convosco, à laia de vaidade.

— P. R. Cunha


Quem me trata p’lo meu nome saberá que o meu forte não é a prosa. O meu pensamento é poético, versado, quase que se divide sozinho dentro de mim. A meio de ler a obra de Paulo Cunha, alguém que guardo como um fabuloso amigo, deparei-me muitas vezes com memórias de tons existencialistas e decididos. […]

Continua em Queda do dia em texto (para P. R. Cunha) — CALIATH

Publicado por

P. R. Cunha

Escritor, fotógrafo & músico. Mora em Brasília e pretende ter em breve um cão chamado Sebald. Ganhou o Prêmio Cidade de Belo Horizonte de 2012, com o livro «Quando termina», escrito em coautoria com Paulo Paniago. Atualmente, dedica-se ao manuscrito de «O tumulto das nuvens» e aguarda a publicação portuguesa de «Paraquedas – um ensaio filosófico» — obra vencedora do Prémio Aldónio Gomes (Universidade de Aveiro).

7 opiniões sobre “João Maria — Lisboa, Portugal”

  1. Engraçado, por cinco vezes já fui ao Brasil, e logo te fui encontrar aqui.
    Tu és um amor, Cunha, da melhor espécie que terá porventura evoluído só para amar os rios, as árvores, os ventos leves…
    Até já, Cunha.
    Cá te espero, em Novembro, para te dar um devido abraço.

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  2. Precioso texto el que te ha dedicado Johnny. La música, el amor, el dolor del corazón que se siente tan físico como una certera puñalada.
    Lamento no hablar portugués, pues tengo que usar el corrector y es bastante malo, por eso me pierdo muchas cosas. Aunque con un poco también de mi parte, voy entendiendo el sentido de las frases, pero no hay duda que es imposible captar todo el sentimiento de un escrito.
    Un abrazo.

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    1. Johnny es un joven muy cordial y humilde. Él tiene un corazón puro, corazón de poeta.

      Estrella, tu esfuerzo para leer portugués es realmente admirable. Creo que estás captando mucho. Y de una forma muy singular: porque estás recreando todo con tus palabras — es un proceso de reescritura también.

      Gracias por siempre ser tan amable.

      ¡Abrazos!

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      1. Al leer entiendo bastante, pero muchas palabras se me escapan y me quedo más o menos con el sentido de la frase. Soy de aquellas generaciones en las que no se aprendían idiomas (salvo francés que estudié en bachillerato) y ya me encuentro un poco mayor para hacerlo, jajaja.
        Eres muy amable, gracias.

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