É uma premiação portuguesa, com certeza

Neste momento, estou a escrever isto na minha velha Precision PT-4000. É bem cedo e os primeiros raios de Sol atingem o teto e as paredes do meu quarto de juventude, como costumo chamá-lo. Tudo fica tão claro e embranquecido que tenho a impressão de que jogaram-me dentro de uma enorme embalagem de leite longa vida. Aqui consigo batucar minha Precision de maneira muito irritante durante horas. Às vezes a Rosa — que é a nossa talentosíssima cozinheira — bate à porta para averiguar se tudo bem. A gentileza com que ela pergunta se ainda sou uma pessoa que possui sanidade mental é particularmente tocante. Posso datilografar a Precision com força sem que desmantele; é realmente uma máquina de escrever muito boa.

//Parágrafo introdutório à guisa de distração. 

Com lágrimas nos olhos, enfim, anuncio aos amigos deste electro-sítio que sou o vencedor do VII Prémio Aldónio Gomes (2018), com a novela Paraquedas – um ensaio filosófico. A entrega será feita em cerimónia pública, em 15 de dezembro, dia do aniversário da Universidade de Aveiro. Esta notícia, sem dúvida, vai render-me boas alvíssaras.

O anúncio oficial pode ser lido aqui.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Escritor, fotógrafo & músico. Mora em Brasília e pretende ter em breve um cão chamado Sebald. Ganhou o concurso literário Cidade de Belo Horizonte de 2012, com o livro «Quando termina», escrito em coautoria com Paulo Paniago. Atualmente, dedica-se ao manuscrito de «O tumulto das nuvens» e aguarda a publicação portuguesa de «Paraquedas – um ensaio filosófico» — obra vencedora do Prémio Aldónio Gomes (Universidade de Aveiro).

43 opiniões sobre “É uma premiação portuguesa, com certeza”

  1. Querido Paulo,
    Regozijo na tua grande notícia. Muitíssimos parabéns pelo prémio que bem mereces.
    Hoje é dia de celebrar!
    Envio-te um abraço amigo desta longe cidade de Toronto que fica perto de ti graças ao milagre da internet.
    O teu leitor,
    Emanuel

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    1. Querido Emanuel,

      Estou a desfrutar à beça os prazeres deste momento — em verdade, com fervor redobrado, porque bilhete aeronáutico com destino a Portugal devidamente adquirido.

      Muitíssimo obrigado, sempre, pelas palavras carinhosas.

      O teu amigo brasileiro,

      P.

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  2. Eu tenho uma MESSA que, infelizmente, já não escreve como escrevia, após anos de abuso literário da minha parte.
    Sinto-me lépido com esta notícia, e um tanto orgulhoso por ter um país que te destacou (pelo menos desta vez terei possibilidade de comprar uma cópia, terá de ser um dos teus exemplares).
    Cá te aguardo quando cá vieres, estarei sempre cá para ti.
    Um abraço, irmão Cunha.

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    1. Ir a Portugal e não te visitar seria de facto uma tremenda heresia. Estava mesmo a consultar horários e preços do comboio Aveiro-Lisboa. Pareceu-me uma possibilidade deveras realista. Colocar-nos-emos em espaços tridimensionais estruturados a fim de tomar etílicos e conversar sobre a tua fantastic poetry, pois não.

      É isto: logo estarei do outro lado do Atlântico.

      Um abraço às ondas, Johnny.

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          1. Logo veremos, também gosto muito de Coimbra, e não me incomodas nada. Isto aqui na Ibéria é tudo um saltinho. O mais longe que posso ir de carro dentro do país são cerca de duas horas e meia, é tudo mesmo muito perto (somos pequenos), portanto é tranquilo.
            Já me respondias à electro-carta, tenho saudades.

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  3. Paulo, muchísimas felicidades por este seguro más que merecido premio. Espero algún día poder disfrutar de la lectura de alguna de tus obras. Me alegro mucho por ti.
    Saludos y abrazo afectuoso desde España
    🙂

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    1. Querida amiga,

      Es una felicidad poder compartir contigo este momento. Estoy seguro de que el libro se venderá en Portugal, pero me gustaría darte uno como regalo. Gracias por estar siempre presente.

      ¡Saludos brasileños!

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      1. Esperaré con ansia a que se publique en España, que por ahora el portugués me parece lindo, pero complicado. Ja ja 🙂
        Ese sería otro éxito, ¿no crees?.
        Fuerte abrazo Paulo.

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  4. Complementando o comentário no insta…
    …neste momento, um “anjo-pai” estará por aí algures… talvez sobre o Atlântico… talvez no meio das nuvens…talvez entre gaivotas…invisivelmente voando de felicidade! Talvez até já tenha estado a aparar essas lágrimas…
    E estará em Dezembro, na belíssima cidade de Aveiro a ajudar a receber o prémio!

    Mil venturas para esse talento!

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    1. Dulce,

      Assim me tiras novas lágrimas. Estou ansioso imenso para conhecer a belíssima cidade de Aveiro. Mas, em verdade, o maior prémio deste ano foi, sem dúvida, conhecer pessoas tão simpáticas como tu. Dezembro, logo chega.

      Abraços do teu admirador,

      P.

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    1. Miau,

      Quando a estória vira História. Pois, como se diz, assim é a vida. E daqui a pouco acharás um pedacinho do Brasil não só em Macau, mas também nos canais de Aveiro.

      Forte abraço!

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