Tábuas de salvação, mesmo com desespero

Seguem-se ainda alguns períodos melindrosos em que o jovem escritor se põe a imitar o estilo dos autores favoritos (como Kafka fizera com Walser, como tantos fizeram com Kafka, e como quase todos têm feito [direta ou indiretamente] com Sterne desde A vida e opiniões de Tristram Shandy). Até que o jovem escritor reconhece que precisa de uma outra forma de expressão para tudo o que tem a dizer. Daí descreve-se com as próprias penas — e condena-se, finalmente, a uma vida errante, repleta de azedumes.

— P. R. Cunha

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P. R. Cunha

Escritor, fotógrafo & músico. Mora em Brasília e pretende ter em breve um cão chamado Sebald. Ganhou o concurso literário Cidade de Belo Horizonte de 2012, com o livro «Quando termina», escrito em coautoria com Paulo Paniago. Atualmente, dedica-se ao manuscrito de «O tumulto das nuvens» e aguarda a publicação portuguesa de «Paraquedas – um ensaio filosófico» — obra vencedora do Prémio Aldónio Gomes (Universidade de Aveiro).

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