Tábuas de salvação, mesmo com desespero

Seguem-se ainda alguns períodos melindrosos em que o jovem escritor se põe a imitar o estilo dos autores favoritos (como Kafka fizera com Walser, como tantos fizeram com Kafka, e como quase todos têm feito [direta ou indiretamente] com Sterne desde A vida e opiniões de Tristram Shandy). Até que o jovem escritor reconhece que precisa de uma outra forma de expressão para tudo o que tem a dizer. Daí descreve-se com as próprias penas — e condena-se, finalmente, a uma vida errante, repleta de azedumes.

— P. R. Cunha

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P. R. Cunha

Mora em Brasília, Distrito Federal. Em 2009, estudou russo na cidade de São Petersburgo, cujas avenidas lhe serviram de cenários para os primeiros contos. Depois de terminar o curso de jornalismo, resolveu dedicar-se integralmente à fazenda literária. Além de romancista, é poeta, dramaturgo, fotógrafo e músico.

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