Do qual mais não se sabe

Há um andarilho solitário que fica a rodear o Conjunto Nacional, centro de Brasília, perto da rodoviária. Quando o observei pela primeira vez, ele caminhava de-um-lado-para-o-outro a dizer que era bonito ver as pessoas se divertirem no oceano, em cima dos barcos, mas num naufrágio — todos vão para o fundo do mar. Imagem terrível, o naufrágio, mas de muito boa feitura narrativa.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Mora em Brasília, Distrito Federal. Em 2009, estudou russo na cidade de São Petersburgo, cujas avenidas lhe serviram de cenários para os primeiros contos. Depois de terminar o curso de jornalismo, resolveu dedicar-se integralmente à fazenda literária. Além de romancista, é poeta, dramaturgo, fotógrafo e músico.

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