Homem-máquina

Há um prédio de escritórios onde os robôs começam a substituir os humanos e está a correr bem. Menos para o Martins, um vendedor de seguros acima do peso que come muito e fora orientado a caminhar até o trabalho à guisa de melhor saúde. Mas como se viu demitido por um gerador de algoritmo que consegue prever os riscos de taquicardia com bastante precisão, o Martins engordara mais um bocado e dizem que só sai do pequeno apartamento para comprar a torta de amora que tanto aprecia.

— P. R. Cunha

Publicado por

P. R. Cunha

Escritor, fotógrafo & músico. Mora em Brasília e pretende ter em breve um cão chamado Sebald. É autor de «Paraquedas – um ensaio filosófico» — obra vencedora do Prémio Aldónio Gomes (Universidade de Aveiro). Atualmente, dedica-se às peças teatrais e ao manuscrito de «Sinfonia do fracasso».

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